A primeira peça que se destaca no espaço dedicado às embarcações de recreio, é uma sereia que adornava o iate «Nereida», conforme se pode documentar na fotografia de 1932. Esta figura de proa, fluida e leve, representa um grande contraste, em comparação com outras existentes no Museu.
Como testemunhos da ligação da família real portuguesa ao mar e às actividades náuticas, encontramos aqui o modelo do iate «Sírius», que pode ser visitado no Pavilhão das Galeotas, bem como o do palhabote «Maris Stella», construído em 1901 e oferecido à Rainha D. Amélia por D. Carlos, em 1905.
A primeira «carreira de barcos» no rio Tejo é organizada em 1850 e tem o patrocínio de D. Maria II. Em 1853, os objectivos tornam-se mais ambiciosos, com a concretização da «Regata do Tejo», para a qual se preparou o «Regulamento das Regatas do Tejo». Publicado em 1854, passou a ser adoptado como a primeira regulamentação de provas náuticas, escrita em Portugal.
A Real Associação Naval, criada em 1856, é o clube naval mais antigo da Península Ibérica, contando-se entre os trinta mais antigos da Europa. Após a implantação da República, o clube vir-se-ia a designar por Associação Naval de Lisboa. Contou ao longo da sua história com membros tão ilustres como Henrique Maufroy de Seixas, o mais importante coleccionador português de modelismo naval.
Nos últimos 50 anos, tem-se verificado em Portugal um aumento significativo de clubes e associações dedicados aos desportos náuticos. Tal incremento tornou o desporto náutico mais acessível reflectindo-se, principalmente, no número e idade média dos praticantes e nos resultados desportivos alcançados a nível internacional .