Por esta razão, tratando-se de uma potência oceânica, Portugal necessitava de uma estratégia que assegurasse a sua soberania no mar. Tal só seria possível se esta estratégia se fundamentasse na permanente vigilância dos mares, no desenvolvimento das técnicas de defesa e combate naval, e na própria renovação da armada.
É neste contexto que surge um novo tipo de navio, assumidamente maior, mais possante, fortemente armado e profusamente decorado, e retratado em quadros da época. Estamos, pois, perante navios que, mais do que meios de transporte ou armas de guerra, constituíam símbolos de ostentação e poder por parte das respectivas casas reais.
Inseridos neste espírito de afirmação de soberania real no mar, encontram-se os exemplos da nau «Príncipe da Beira», da fragata «Ulysses», da fragata «Rainha de Portugal» e da emblemática fragata «D. Fernando II e Glória».
Nesta sala, dedicada ao século XVIII e meados do século XIX, encontram-se peças referentes a inúmeros episódios que assinalaram a nossa história marítima. É o caso da batalha naval do cabo Matapan e da batalha do cabo de S. Vicente. Algumas importantes individualidades, como o almirante Marquês de Nisa, marcam também o seu lugar neste espaço. Aqui, poderá ficar a conhecer duas imponentes fragatas do século XIX, destinadas à instrução de marinharia na Escola Naval e, ainda, deslumbrar-se com uma bela e interessante colecção de fardas da Marinha portuguesa dos séculos XVIII e XIX.